sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Voando Em Outros Mundos

  Imagine voar em um pequeno avião nas paisagens dos planetas e luas do sistema solar. O avião voaria como na Terra?


  Certamente não. Nossas aeronaves foram projetadas com base nas condições atmosféricas e gravitacionais de nosso planeta. Mesmo assim, não custa tentar. Randall Munro, ex-funcionário da NASA, mostrou como seria voar com um Cessna 172 Skyhawk em diversos locais do sistema solar, através do simulador de voo X-Plane. Ele modificou parâmetros como condições atmosféricas e atrações gravitacionais de acordo com os astros.
  Nas simulações, os tanques do avião estão carregados com baterias de íon de lítio e o motor é elétrico. A aeronave é liberada em uma altitude de 1km, e tenta continuar voando.
Munroe não realizou o teste em Mercúrio nem na Lua, pois estes não possuem atmosfera, o que torna impossível o voo.
  A primeira simulação foi realizada no Sol. Não é difícil imaginar o que aconteceu – o avião se vaporizou quase que instantaneamente. Em Vênus, sua temperatura e pressão elevada também impediram um voo, exceto nas camadas mais altas da atmosfera, onde o avião deve resistir somente à ventos semelhantes a um furacão de categoria cinco.
  Em Marte, o avião não conseguiu ganhar velocidade suficiente e caiu a mais de 60 m/s. A alta atração gravitacional de Júpiter esmagou o avião em segundos, conforme ele imergia na densa atmosfera do gigante gasoso. Em Saturno, a gravidade é menor, permitindo um breve voo. No entanto, as baixas temperaturas e os fortes ventos fazem a nave descer, tendo o mesmo destino que em Júpiter. Em Urano, apesar do frio e dos ventos fortíssimos – a aeronave consegue voar por alguns instantes. Netuno possui condições semelhantes, mas possui algumas nuvens interessantes para serem vistas antes da aeronave congelar ou ser destroçada pela forte turbulência.
  E acredite se quiser – Titã, o maior satélite de Saturno, possui as melhores condições do voo. Embora a atmosfera do satélite seja mais densa, sua gravidade é menor do que a da Terra. Seria possível até mesmo voar com um par de asas artificias – claro que, não estamos contando com o frio de -200ºC de Titã.

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